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O cenário econômico no início do 2º semestre 2019

Olá, tudo bem ?

A todo momento que tentávamos nos comunicar, algo novo surgia no mercado financeiro, postergando nosso post sobre economia, principalmente no tocante à nossa área, finanças e inadimplência.

Mas, depois de apuradas algumas informações no jornal Valor Econômico, conseguimos aglutinar algumas reportagens, que acreditamos ser de grande valia, norteando-nos, neste momento, a orientar um pouco melhor nossos caminhos, visualizando o que esperar para este segundo semestre.

Em recente publicação divulgada no “Valor”, reportagem produzida pelas Jornalistas Anais Fernandes e Daniela Maibak, sob o tema “Aceleração deve ficar para 2021, afirmam economistas”,  a economista-chefe da XP InvestimentosZeina Latif, pontua que a aprovação da reforma da Previdência não mudará o ritmo de crescimento da economia brasileira pois, segundo ela, “a agenda estrutural é de longa duração, e os impactos demoram ainda mais”, com risco do efeito somente após o primeiro mandato do governo de Jair Bolsonaro.

Zeina preocupa-se com o potencial de crescimento do PIB, que na leitura dela está muito baixo, cerca de 1% a 1,5%, em consequência aos equívocos cometidos na política econômica e má alocação dos recursos, fragilizando a estrutura e remexendo os preços relativos à economia.

Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, também acredita que os impactos das reformas prometidas pelo governo Bolsonaro somente serão sentidas a partir de 2021, mantendo, de concreto, a confiança e expectativa da população, projetando 0,9% de crescimento do PIB para 2019.

Compartilhando da mesma visão dos demais colegas, o economista do Itaú UnibancoLuke Barbosa, projeta avanço do PIB de 0,8% para 2019 e 1,7% para 2020, com especial e fundamental corte de juros para essa aceleração.

Se pelo lado técnico, alguns economistas, mesmo comedidos, vislumbram crescimento, do outro lado, o prático, aumenta o endividamento das famílias, o maior em 3 anos, com crescimento de 2%, analisando os últimos 12 meses.

A jornalista Ana Conceição, também do Valor Econômico, em reportagem intitulada “Endividamento das famílias é o maior em 3 anos”, afirma que, conforme dados do Banco Central, a taxa de endividamento acumulada nos últimos 12 meses, comparativos de maio.18 à maio.19, subiu para 44,04%, maior nível desde abril.2016, quando foi de 44,2%, porém longe do auge da crise, em 2015, que foi de 46,8%.

Pesquisa emitida pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), demonstra que em julho.2019, subiu para 64,1% o número de famílias que se declaram endividadas, percentual praticamente idêntico ao emitido em maio.2013, que estava em 64,3%. Apenas para se ter uma comparação, em julho.2018, o percentual era de 59,6%. Mesmo assim, a inadimplência da pessoa física tem oscilado entre 4,7% e 4,8%, depois de ter passado dos 5% em boa parte de 2018.

Fabio Silveira, da MacroSector, lembra que a provável aprovação da reforma da Previdência apenas evitará que a estagnação siga indefinidamente, sendo ilusório imaginar que esta reforma religará automaticamente o crescimento econômico.

Porém o brasileiro, mais endividado, tem conseguido pagar seus débitos, mas a situação ainda é precária, porque a tímida alta de emprego está aumentando o número de vagas informais e mal remuneradas, e eventual piora no mercado de trabalho, pode deixar as famílias com menor capacidade de pagamento.

Isabela Tavares, economista da Tendências Consultoria, analisa que o crédito para as famílias aumentou em 10%, mas a massa de rendimento aumentou somente 2,4% no mesmo período. Ou seja, distribuiu-se mais créditos porém não aumentou o crescimento econômico familiar, chamando a atenção para o aumento da inflação dos alimentos no primeiro trimestre, piorando a situação financeira das famílias de menor renda.

A economista  da CNCMarianne Henson, analisa que um “quinto das famílias já destina 50% da renda para pagamento das dívidas”, ou seja, há necessidade imediata do aumento de emprego para sustentar o aumento de crédito pois, caso contrário, aumentará a inadimplência.

Ouvido pela reportagem, o economista-chefe da Parallaxis EconomicsRafael Leão, analisa que contribuiu para o aumento da inadimplência, a onda otimista de melhora, amplamente divulgada no término de 2018, frustrada posteriormente com o retorno da economia aos trilhos já conhecidos.

Leão e Isabela Tavares ressaltam que o crescimento, ainda que lento da população ocupada e da renda, apontam um quadro equilibrado do comprometimento da renda, mesmo com o endividamento cada vez maior das famílias.

Todos são unânimes em apontar que a redução das incerteza na economia, a aprovação da reforma da previdência, a introdução do cadastro positivo e o corte da taxa Selic, promovam redução nos spreads e juros, retomando o crescimento, se não agora, mas para 2020/2021.

Na ABE, estamos atentos às instabilidades do mercado, analisando, principalmente e pessoalmente, através de nossos Negociadores presenciais, a situação de cada empresa inadimplente, formalizando acordo plausíveis de cumprimento, focando na busca do resultado positivo, ou seja, a liquidação do débito.

Para melhor nos conhecer, visite nosso site www.abe.com.br e acesse o blog e desfrute desta e outras atualizações.

Um abraço e até nosso próximo encontro !

Roberto Grejo Jr.

CEO ABE / Acordo Seguro

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